Vender ou arrendar uma casa? É certamente uma pergunta que já passou pela cabeça de muita gente. A questão é sempre atual e pertinente para quem procura uma nova casa, e ainda mais hoje que as taxas de crédito habitação estão a sofrer alterações devido aos cortes nas taxas do BCE, tornando a opção de compra cada vez mais interessante.
Pelo menos no que diz respeito a algumas cidades e alguns tamanhos: o Gabinete de Estudos do Grupo Tecnocasa publicou um estudo que compara a prestação do crédito habitação com as rendas de apartamentos de dois e três quartos nas principais cidades italianas, para identificar as condições em que se a compra é uma escolha economicamente mais vantajosa do que o arrendamento.
O estudo da Tecnocasa confirma que o momento atual é particularmente favorável para quem pretende comprar casa em Itália. Em muitas cidades, as condições dos empréstimos e a pressão do mercado de arrendamento sugerem que, com o capital próprio a cobrir 20% do valor do imóvel e a capacidade de aceder a um crédito habitação, comprar é uma opção mais vantajosa do que arrendar.
Comprar ou arrendar um apartamento t2 ou t3
A análise da Tecnocasa baseia-se em dados do primeiro semestre de 2024 e considera o preço médio dos apartamentos de categoria média usados nas principais cidades italianas. O estudo simulou a compra de um apartamento de duas e três assoalhadas, com crédito habitação de 25 anos e taxa média de 3,94% (dada em agosto), financiado até 80% do valor do imóvel. Os analistas da Tecnocasa compararam o pagamento mensal da prestação do crédito com o preço médio do arrendamento de cada uma das cidades e calcularam o rendimento necessário para ter acesso ao crédito.
Apartamentos de dois quartos: compra conveniente em muitas cidades
Em várias cidades italianas, o pagamento do empréstimo para a compra de um apartamento de dois quartos é agora semelhante ou inferior ao arrendamento. Isto torna a compra uma escolha economicamente vantajosa, especialmente em: Bolonha, Bari, Torino, Verona, Palermo, Gênova.
Em Milão, Roma e Florença, porém, a prestação ultrapassa a renda, mas a diferença continua moderada: 146 euros a mais em Milão, 65 euros em Roma e 130 euros em Florença. Nápoles, embora não esteja incluída no grupo de cidades onde comprar é mais cómodo, ainda regista uma diferença de apenas 39 euros entre prestação e renda, tornando o crédito habitação uma opção viável para quem pretende investir num imóvel. Nessas cidades, com um compromisso mensal limitado, é possível optar pela compra do imóvel em alternativa ao arrendamento.
Apartamentos de três quartos: onde vale a pena comprar
No que diz respeito aos apartamentos de três assoalhadas, as conclusões são semelhantes. A prestação do crédito é conveniente em comparação com o arrendamento em Bari, Verona, Torino, Palermo, Génova, Bolonha, Nápoles.
Mesmo em cidades mais caras como Milão, Roma e Florença, a diferença entre prestação e renda é mínima: 18 euros a mais em Milão, 20 euros em Roma e 152 euros em Florença. Isto sugere que, com a descida das taxas, a aquisição de um apartamento de três assoalhadas continua a ser acessível e vantajosa, mesmo nestas cidades.
Mercado de arrendamento sob pressão
Além da paridade entre prestação e renda, o estudo da Tecnocasa destaca um problema estrutural que incentiva a compra: a disponibilidade limitada de imóveis para arrendamento.
De facto, em muitas cidades italianas, a oferta de casas para arrendar diminuiu drasticamente, tornando cada vez mais difícil para os potenciais inquilinos encontrar alojamento. Este desequilíbrio, combinado com o aumento do preço das rendas, leva muitas pessoas a avaliar a compra como uma alternativa sustentável e estratégica.
Perspetivas para 2025: preços ainda estão a subir ligeiramente
Olhando para 2025, a Tecnocasa espera um novo aumento dos preços dos imóveis e uma ligeira diminuição do número de vendas, sinal de que o mercado imobiliário está a estabilizar em novos valores. Porém, a recente queda nas taxas faz com que a compra ainda seja uma perspetiva viável para quem pretende fazer um investimento de longo prazo, apesar de qualquer possível aumento de preços.


