Contas de eletricidade e gás em Itália: como evitar ser vítima de esquemas fraudulentos

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How to avoid electricity and gas contract scams in Italy / Gtres
5 março 2020,

Escolher o fornecedor certo de eletricidade e gás em Itália não é tarefa fácil. As ofertas são variadas e, muitas vezes, encontramo-nos imersos numa verdadeira selva de informações difíceis de navegar, especialmente se não dominamos a língua italiana. Assim sendo, como podemos enfrentar esta situação e, mais importante ainda, evitar ser enganados por esquemas fraudulentos? Vamos ver a que devemos prestar atenção ao escolher tarifas de gás e eletricidade em 2020.

Como indica o jornal italiano, Italia Oggi, as burlas, as propostas não transparentes e os métodos de venda agressivos podem fazer com que  a escolha de um fornecedor de eletricidade e gás seja uma tarefa muito complicada. Se, por um lado, o medo de ser enganado impede muitas vezes os consumidores de mudar de contrato, por outro, o desejo de poupar às vezes leva os consumidores a serem imprudentes e a cair em armadilhas de venda. É aconselhável estar particularmente atento às vendas porta-a-porta, por telefone e por correspondência.

No que diz respeito às chamadas que os clientes de eletricidade e gás em Itália podem receber das centrais telefónicas, devemos estar alerta se o vendedor fala com uma falta de clareza geral sobre a identidade do interlocutor e da empresa, mas também se é feita referência a certas poupanças sem ter fornecido ou partilhado informações precisas sobre o consumo do utilizador, bem como qualquer insistência excessiva na celebração de um contrato. Tendo em vista a transição para o mercado livre de energia, adiada para 1 de Janeiro de 2022, os clientes devem também ter cuidado com os vendedores porta-a-porta que afirmam que "o mercado protegido terminou e que, portanto, é obrigatório assinar um contrato no mercado livre". Isto não é verdade porque, atualmente, não existe a obrigação de mudar para o mercado livre.

Também devemos ser cautelosos com aqueles que tentam levar os clientes a assinar novos contratos. Como destacou o jornal Italia Oggi, muitas vezes, os vendedores "aproveitam o fato de que em cada trimestre, e exclusivamente para clientes de serviços protegidos, Arera atualiza os preços de referência". Isto significa que as empresas podem tentar convencer os clientes a assinar um novo contrato, com a desculpa de ter que verificar a implementação da atualização e pedir para ver as faturas. Neste caso, é aconselhável saber que a atualização é automática e que não é necessário assinar nenhuma documentação. Mas presta também atenção àqueles que se apresentam como representantes dos fornecedores de eletricidade e gás, cujo dever é simplesmente realizar trabalhos técnicos: tais técnicos não pedem dados dos utilizadores ou sobre a assinatura de contratos.

Então, eis o que fazer (e o que não fazer) para evitar fraudes:

  • Não comunicar o POD (Point Of Delivery - um código que identifica de forma única os serviços públicos de fornecimento de eletricidade) ou o PDR (Redelivery point - um código que identifica o ponto físico onde o gás natural é entregue pelo fornecedor) a qualquer pessoa na qual não confies.
  • Não assinar documentos nem contratos sem fazer uma análise detalhada dos mesmos.
  • Se tiveres alguma suspeita sobre um vendedor, não digas "sim" ou "confirmar" por telefone.
  • Não mostres as tuas contas ou dês detalhes a nenhum vendedor porta-a-porta ou àqueles que te telefonam; pede que sejam feitas propostas de acordo com a forma escrita de um contrato.

Também podes comparar preços de gás e eletricidade na página web oficial de ARERA.

Artigo original: Mercato dell'energia, allerta sui contratti truffa (Italia oggi)

 

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